Estudar no Qatar

Antes de mais, quero salientar que, tendo dois filhos em idade escolar, este foi um dos principais assuntos que discutimos, antes da partida do Pedro, para o Qatar. Seria uma mais-valia, estaríamos a sujeitar os nossos filhos a um sistema de ensino completamente diferente, quais seriam os prós e os contras de estudar no estrangeiro?

Procurar uma escola em Doha pode ser uma autêntica dor de cabeça. Apesar da escolha já ser muita, o processo pode ser demorado e dispendioso. Especialmente, para quem vem do estrangeiro.

Ainda antes de decidirmos qual seria a escola dos nossos filhos, fizemos várias pesquisas. Nisto, o Google faz milagres! À distância de um clique, podemos ter acesso a quase toda a informação necessária. Portanto, o meu conselho para quem está a pensar mudar-se para o Qatar com filhos em idade escolar, é que pesquisem muito, contactem, peçam esclarecimentos, não se deixem ficar pela primeira opção. Porque, às vezes, mesmo ali ao lado, pode estar a escola ideal para a sua criança!

De acordo com a Wikipedia, com dados oficiais provenientes do governo do Qatar, datados de Julho de 2015, existem aproximadamente 338 escolas a operar no país. Independentes, Nacionais e Internacionais, para ambos os géneros ou só para rapazes ou raparigas, há para todos os gostos, com vários curriculum de ensino (normalmente o britânico, o americano, o finlandês, o indiano, o norueguês, o alemão, o canadiano..). É bem provável que esse número tenha aumentado consideravelmente, pois novas escolas estão sempre a ser construídas. A dos nossos filhos, por exemplo, em funcionamento desde o início deste ano, ainda não consta desses números.

Primeiro aspecto a ter em conta: Quanto vai custar? A sua empresa vai conceder-lhe apoio para os estudos dos seus dependentes? Se sim, convém ter a certeza de todos os valores concedidos e ler todas as entrelinhas do contrato. Mais vale jogar pelo seguro!

As despesas com a escola vão ser avultadas: há um preço para a inscrição, um para o registo na escola, há as tuitions fees (mensalidades normalmente pagas por trimestre), o fardamento e outras quantias relativas a actividades extra-curriculares, por exemplo. É imprescindível fazer as contas ao orçamento, na hora de escolher uma escola. Para se ter uma ideia, para o jardim-escola (pré-primária) o valor anual pode rondar entre os 17000QR e os 25000QR, dependendo das escolas. Já os alunos dos anos mais elevados na secundária, podem ter de pagar por ano valores entre os 40000QR e os 77000QR.

Segundo aspecto: a escolha do curriculum. Um curriculum é nada mais, nada menos, que o método de ensino utilizado em determinada escola/país. Se a escola tiver um curriculum americano, espera-se que o método seja o utilizado oficialmente nos Estados Unidos. De acordo com o nosso país de origem – Portugal, o curriculum que mais se assemelha (embora com algumas diferenças grandes) será o britânico. De qualquer forma, a escolha é variada, na altura de escolher onde as crianças estudarão. Vale a pena consultar as informações sobre os curriculum e analisar cuidadosamente. Talvez um método de ensino completamente diferente do que é utilizado no nosso país consiga tirar o melhor partido académico dos nossos filhos. Ou então, os pais podem preferir que os filhos continuem com o mesmo método de ensino que tinham no seu país de origem. Portanto, na hora de escolher, as opções são várias e podem facilmente recair para os gostos pessoais. Não há problema nenhum nisso: apenas devemos ter a certeza de que estamos a fazer a escolha certa!

Aqui → Ministry of Education vão poder encontrar algumas informações sobre os vários curriculum, escolas, dados estatísticos… enfim, quase toda a informação que precisarem saber. Relembro que o Google é um dos melhores companheiros para quem quer saber o que quer que seja. Basta colocar «schools in Qatar» no motor de busca e uma lista interminável é-nos apresentada. A maior parte das escolas têm website com grande parte das informações necessárias (curriculum, datas de inscrição, tuitions fees, horários, etc). Portanto, nada como passar um serão agradável na procura da melhor escola!

Terceiro aspecto a ter em conta: visitar a escola. Ou várias! Uma vez no país, para além de todo o trabalho de casa feito em termos de pesquisa e contas ao orçamento, uma das questões mais importantes é a visita ao local. Nada como ver com os seus próprios olhos o sitio onde as crianças vão passar grande parte do dia.

Os principais aspectos a ter em conta serão: condição das infraestruturas, limpeza, estado dos equipamentos, comodidades e claro, conhecer os responsáveis. Normalmente, as escolas possuem um gabinete ou alguém designado para acompanhar os pais nas primeiras visitas às instalações. Isso é importante e mostra que a escola se esforça por manter uma imagem de recepção moderna, cuidada e orientada. Mas, se para além dessa pessoa/guia, tivermos oportunidade de conhecer algum professor e o director (principal) da escola, tanto melhor. É importante trocar opiniões e tentar ter um feedback sobre os valores e orientações ministrados. Afinal de contas, serão eles os responsáveis pela educação académica dos nossos filhos.

É importante perceber quais as ofertas complementares que a escola oferece: refeições, transporte, actividades extra-curriculares, apoio ao estudo, etc.

Por ultimo, mas igualmente importante: o ensino faz-se em inglês. O que, à partida, pode parecer um problema, não tarda em ser um benefício. A maior parte das escolas está preparada para receber os filhos dos expats, que na sua maioria, não têm o inglês como língua materna. Logo, professores especializados em língua inglesa para estrangeiros estão lá para ajudar. Algumas escolas podem pedir um teste para determinar o nível de inglês do aluno, que normalmente é pago pelos pais.

O facto de a criança não falar inglês, poderá ser um obstáculo de início, mas a experiência diz que facilmente conseguem aprender a língua. Sendo esta a língua universal para contextos internacionais, é uma grande mais-valia ser um advanced speaker em inglês.

Esteja preparado para: as aulas começarem no fim de Agosto ou principio de Setembro; o horário da escola começar verdadeiramente cedo e acabar também cedo; algumas escolas fazerem testes de admissão aos alunos e pedirem relatórios ou recomendações da anterior escola; as listas de espera para as escolas mais populares serem imensamente extensas; e a burocracia ser chata e demorada.

Boa sorte!

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