o primeiro ano.

Se estivesse em Portugal, estaria a vestir casacos, a calçar botas. Sou a friorenta da casa.

Aqui, no deserto é verão. Agora já se começa a pensar em ir à praia. Já sabe bem sair à rua. Vai amanhecendo mais tarde e anoitecendo mais cedo. Contudo, a vida não pára.

Jà entrámos na rotina. Agora, já posso conduzir aqui (e o assunto dava para muitos textos, que hei-de partilhar). Embora não sinta as asas cortadas, o que é certo é que, a maioria das vezes, nem sei bem onde ir. Os miúdos na escola, o marido no trabalho e eu, na grande maioria dos dias, prefiro ficar por casa.

Hoje faz um ano que o Pedro chegou aqui. Num instante se passaram doze meses, que isto do tempo – já o disse muitas vezes -, é sempre muito relativo mas, a maior parte das vezes, passa a voar. A nossa experiência e aventura no deserto tem sido enriquecedora. Com todos os altos e baixos, com todos os contratempos, as saudades. É incrível a quantidade de coisas que podem acontecer no espaço de um ano. A quantidade de lugares novos que já vimos, as pessoas que já conhecemos, aquilo que já vivemos.

Se me dissessem que ia ser assim, talvez eu não acreditasse. Mas foi. A vida tem sempre formas muito peculiares de te ensinar como se vive. E aqui, todos os dias aprendo alguma coisa nova. Do mundo e de mim mesma. Portanto, se há algo de bom a retirar deste ano, pode muito bem ser isto: a aprendizagem.

Mas, o que mais tenho a agradecer, fazendo esta retrospectiva, é sem sombra de dúvidas uma coisa: os amigos. Vir para tão longe fez-me ver quem eram realmente os que tinha perto. E deu-me a oportunidade de fazer novos. E de perceber que, não importa há quanto tempo tu conheces as pessoas, ou se tens laços de sangue com elas. Quem te quer como amigo, mostra-o e tu sentes.

Aqui, já conheci pessoas maravilhosas a quem tenho o privilégio de chamar de amigo, que me tratam como família e que levarei sempre no meu coração, para onde quer que vá.

E se tivesse de escolher apenas uma coisa boa, para retratar este primeiro ano de aventura, teria de escrever aqui os nomes daqueles que me ajudaram (e continuam a ajudar) a sentir-me bem e querida. Não importa para onde vais, nem quanto tempo passa. O que importa são os laços que fazes com quem te cruzas. E o que fica para a posteridade..

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