Preparar a partida.

A exactamente sete dias de partir, começo a ficar com imensa pressa de ver tudo pronto e arrumado. E não pode falhar nas coisas mais importantes, até porque não vamos de férias com regresso marcado para daqui a quinze dias. Nós vamos [mesmo!] mudar de país.

Obviamente que nestas três viagens que fiz a Doha, já fui levando algumas coisas para que a bagagem não pesasse tanto, no dia do verdadeiro adeus. Assim sendo, desta vez a grande prioridade vai para as coisas dos miúdos. E eles acumulam imensa tralha! É a roupa [que na graça do Senhor, é só a de verão fresca e leve], são os sapatos [mais uma vez agradeço não ter de ir de botas atrás], os brinquedos, as consolas, os livros, os gadgets, enfim.. um mundo sem fim de coisas que vão ter de caber numa mala de porão.

Mas, o propósito deste post é o de serviço público. Funciona assim como uma check-list de memória, a quem tenha de passar pelo mesmo. Esta lista foi a que eu fiz para me organizar. Obviamente, cada caso é um caso e as necessidades e prioridades de cada um são diferentes. Mas, penso que de uma forma muito geral, esta check-list pode ser bastante útil, ao mesmo tempo que é versátil e adapta-se a qualquer realidade. Vamos lá então?

Documentos

  • Passaporte (com mais de seis meses de validade) e Cartão de Cidadão
  • Carta de Condução
  • Boletim de Vacinas (em dia)

Para alguns países (e o Qatar é o caso), é necessário tratar atempadamente de certidão de nascimento, casamento, nascimento dos filhos (se houver, claro) e certificado de habilitações. Os mesmos deverão ser traduzidos para Inglês, autenticados no Ministério dos Negócios Estrangeiros e autenticados na Embaixada do país para onde se viaja. No meu caso, na Embaixada do Qatar em Portugal, que fica em Lisboa. Esta burocracia é demorada e tem custos. Uma vez chegados ao país de origem, é conveniente saber se é necessário tratar do visto de entrada. Mais uma vez, no meu caso, a burocracia no Qatar não termina e ainda é mais demorada e confusa. São necessárias as traduções dos documentos para árabe, pagar pelos processos e preencher alguns requisitos para se poder ter direito ao título de residente no país.

Assuntos a resolver, antes de fechar a porta de casa:

  • Suspender contratos com EDP, Gás e Água;
  • Suspender ou renegociar contratos de telecomunicações;
  • Passar os pagamentos para Débito Automático;
  • Pedir o envio das facturas por email;
  • Informar qualquer organismo público ou privado, se para tal houver necessidade, que estamos a ausentar-nos do país;
  • Deixar uma procuração de plenos poderes a alguém de confiança, que possa tratar de algum assunto inadiável que surja em nosso nome: pode ser feita em qualquer notário e tem custo de emissão.
  • Deixar a chave de casa com alguém de confiança: convém que alguém vá ver se está tudo bem e abrir janelas, para deixar a casa respirar!

Na Bagagem:

Para além da roupa e do calçado, convém levar mais algumas coisas, quando nos estamos a mudar permanentemente (ou por tempo indeterminado).

  • Medicamentos de uso frequente, para doenças crónicas, por exemplo. Convém levar um relatório médico justificando a necessidade do transporte desses medicamentos;
  • Paracetamol, Ibuprofeno, anti-diarreicos, estabelecedores da flora intestinal (UL250, por exemplo), são alguns exemplos de uma pequena farmácia de urgência em casa.
  • Termómetro, tesoura e pequeno kit de primeiros socorros;
  • Material informático ou de fotografia, com os respectivos carregadores;
  • Livros
  • Fotografias
  • Objectos valiosos (como jóias, documentos..)

Eu excluí tudo aquilo que sei que vou conseguir encontrar facilmente em Doha, se sentir necessidade. Obviamente, gostava muito de levar a minha almofada, ou as minhas colchas da cama. E mais meia-dúzia de bibelôts e monos que aqui tenho a decorar a casa. Mas, sejamos realistas: não é o que mais me fará falta e não tenho espaço para tudo. O que é sempre um bom pretexto para decorar uma nova casa, do outro lado do mundo!

De lista feita e conferida, começa a comédia de fazer caber o Rossio na Rua da Betesga. Todas as coisas que os miúdos precisam (e querem!) levar, mais as coisas que eu também preciso, em duas malas de porão que não ultrapassem os 23 quilos. E se tudo correr bem, havendo espaço, levo um bacalhau para demolhar no Qatar. 😉

 

 

Anúncios

Um calor esquisito.

Uma das primeiras coisas que pensamos, quando estamos prestes a mudar de país, é sobre o clima que vamos encontrar. Não há muito a considerar quando se trata de um país no médio oriente. Sim, vamos viver com calor. Às vezes, muito calor. Dois ou três meses por ano, numa fornalha.

Já lá estive em Fevereiro, no fim de Março e em Junho. Em qualquer destes meses apanhei diferentes temperaturas. Em Fevereiro calorzinho, em Março calor e em Junho calorzão. Agora está infernal, um autêntico forno.

weather

Estão 41º, mas a sensação é de 53º. O grau de humidade elevado faz com que tudo esteja molhado, à semelhança de uma sauna. Respirar é um trabalho árduo, para quem passa a vida fora de quatro paredes. Só se vive em ambiente climatizado. O ar quente seca os olhos, a pele, tudo. Mas, ao mesmo tempo a humidade deixa o corpo a pegar, a pingar, a escorrer suor.

Talvez seja por isso que, tantos expatriados regressem ao seu país nos meses quentes, fazendo de Doha uma cidade só para os Rambos desta vida.

Dizem que Julho, Agosto e parte de Setembro são os piores meses, para quem não tolera bem o calor extremo. Eu acredito. Desde baixas de tensão, a má disposições, a edemas provocados pelo calor, de tudo um pouco pode acontecer. Hidratação é a palavra de ordem, bem como uma alimentação cuidada e saudável. Tudo isto aliado à preocupação de evitar estar grandes períodos de tempo exposto ao calor extremo, e também à colocação de protector solar. Uma canseira viver no deserto…

Estudar no Qatar

Antes de mais, quero salientar que, tendo dois filhos em idade escolar, este foi um dos principais assuntos que discutimos, antes da partida do Pedro, para o Qatar. Seria uma mais-valia, estaríamos a sujeitar os nossos filhos a um sistema de ensino completamente diferente, quais seriam os prós e os contras de estudar no estrangeiro?

Procurar uma escola em Doha pode ser uma autêntica dor de cabeça. Apesar da escolha já ser muita, o processo pode ser demorado e dispendioso. Especialmente, para quem vem do estrangeiro.

Ainda antes de decidirmos qual seria a escola dos nossos filhos, fizemos várias pesquisas. Nisto, o Google faz milagres! À distância de um clique, podemos ter acesso a quase toda a informação necessária. Portanto, o meu conselho para quem está a pensar mudar-se para o Qatar com filhos em idade escolar, é que pesquisem muito, contactem, peçam esclarecimentos, não se deixem ficar pela primeira opção. Porque, às vezes, mesmo ali ao lado, pode estar a escola ideal para a sua criança!

De acordo com a Wikipedia, com dados oficiais provenientes do governo do Qatar, datados de Julho de 2015, existem aproximadamente 338 escolas a operar no país. Independentes, Nacionais e Internacionais, para ambos os géneros ou só para rapazes ou raparigas, há para todos os gostos, com vários curriculum de ensino (normalmente o britânico, o americano, o finlandês, o indiano, o norueguês, o alemão, o canadiano..). É bem provável que esse número tenha aumentado consideravelmente, pois novas escolas estão sempre a ser construídas. A dos nossos filhos, por exemplo, em funcionamento desde o início deste ano, ainda não consta desses números.

Primeiro aspecto a ter em conta: Quanto vai custar? A sua empresa vai conceder-lhe apoio para os estudos dos seus dependentes? Se sim, convém ter a certeza de todos os valores concedidos e ler todas as entrelinhas do contrato. Mais vale jogar pelo seguro!

As despesas com a escola vão ser avultadas: há um preço para a inscrição, um para o registo na escola, há as tuitions fees (mensalidades normalmente pagas por trimestre), o fardamento e outras quantias relativas a actividades extra-curriculares, por exemplo. É imprescindível fazer as contas ao orçamento, na hora de escolher uma escola. Para se ter uma ideia, para o jardim-escola (pré-primária) o valor anual pode rondar entre os 17000QR e os 25000QR, dependendo das escolas. Já os alunos dos anos mais elevados na secundária, podem ter de pagar por ano valores entre os 40000QR e os 77000QR.

Segundo aspecto: a escolha do curriculum. Um curriculum é nada mais, nada menos, que o método de ensino utilizado em determinada escola/país. Se a escola tiver um curriculum americano, espera-se que o método seja o utilizado oficialmente nos Estados Unidos. De acordo com o nosso país de origem – Portugal, o curriculum que mais se assemelha (embora com algumas diferenças grandes) será o britânico. De qualquer forma, a escolha é variada, na altura de escolher onde as crianças estudarão. Vale a pena consultar as informações sobre os curriculum e analisar cuidadosamente. Talvez um método de ensino completamente diferente do que é utilizado no nosso país consiga tirar o melhor partido académico dos nossos filhos. Ou então, os pais podem preferir que os filhos continuem com o mesmo método de ensino que tinham no seu país de origem. Portanto, na hora de escolher, as opções são várias e podem facilmente recair para os gostos pessoais. Não há problema nenhum nisso: apenas devemos ter a certeza de que estamos a fazer a escolha certa!

Aqui → Ministry of Education vão poder encontrar algumas informações sobre os vários curriculum, escolas, dados estatísticos… enfim, quase toda a informação que precisarem saber. Relembro que o Google é um dos melhores companheiros para quem quer saber o que quer que seja. Basta colocar «schools in Qatar» no motor de busca e uma lista interminável é-nos apresentada. A maior parte das escolas têm website com grande parte das informações necessárias (curriculum, datas de inscrição, tuitions fees, horários, etc). Portanto, nada como passar um serão agradável na procura da melhor escola!

Terceiro aspecto a ter em conta: visitar a escola. Ou várias! Uma vez no país, para além de todo o trabalho de casa feito em termos de pesquisa e contas ao orçamento, uma das questões mais importantes é a visita ao local. Nada como ver com os seus próprios olhos o sitio onde as crianças vão passar grande parte do dia.

Os principais aspectos a ter em conta serão: condição das infraestruturas, limpeza, estado dos equipamentos, comodidades e claro, conhecer os responsáveis. Normalmente, as escolas possuem um gabinete ou alguém designado para acompanhar os pais nas primeiras visitas às instalações. Isso é importante e mostra que a escola se esforça por manter uma imagem de recepção moderna, cuidada e orientada. Mas, se para além dessa pessoa/guia, tivermos oportunidade de conhecer algum professor e o director (principal) da escola, tanto melhor. É importante trocar opiniões e tentar ter um feedback sobre os valores e orientações ministrados. Afinal de contas, serão eles os responsáveis pela educação académica dos nossos filhos.

É importante perceber quais as ofertas complementares que a escola oferece: refeições, transporte, actividades extra-curriculares, apoio ao estudo, etc.

Por ultimo, mas igualmente importante: o ensino faz-se em inglês. O que, à partida, pode parecer um problema, não tarda em ser um benefício. A maior parte das escolas está preparada para receber os filhos dos expats, que na sua maioria, não têm o inglês como língua materna. Logo, professores especializados em língua inglesa para estrangeiros estão lá para ajudar. Algumas escolas podem pedir um teste para determinar o nível de inglês do aluno, que normalmente é pago pelos pais.

O facto de a criança não falar inglês, poderá ser um obstáculo de início, mas a experiência diz que facilmente conseguem aprender a língua. Sendo esta a língua universal para contextos internacionais, é uma grande mais-valia ser um advanced speaker em inglês.

Esteja preparado para: as aulas começarem no fim de Agosto ou principio de Setembro; o horário da escola começar verdadeiramente cedo e acabar também cedo; algumas escolas fazerem testes de admissão aos alunos e pedirem relatórios ou recomendações da anterior escola; as listas de espera para as escolas mais populares serem imensamente extensas; e a burocracia ser chata e demorada.

Boa sorte!

Qatar Deserves The Best

O Qatar está em constante construção. Quem me disse foi quem já lá mora há mais tempo. E, sinceramente, salta à vista assim que aterramos. Ainda não acabaram uma obra, começam outra mesmo ao lado. O país prepara-se para receber o Mundial de Futebol de 2022. Há construções, operários, pó, por todo o lado. São estádios, são prédios, são estradas, é o metro. O país está sempre em obras.

Até porque não podem estagnar e ficar a dormir. Há um vizinho mesmo ali ao lado que anda sempre em competição: o Dubai.

Para qualquer lado que se olhe, há sempre alguma obra a acontecer. A maior parte delas, tapada para evitar intrusos (e olhares de curiosos!), tem inscrito nos painéis o slogan que todos os Qataris veneram: «Qatar Deserves the Best» (o Qatar merece o melhor).

qatar-best

Segundo consta, os Qataris têm uma enorme vaidade e orgulho no seu país. Exemplo disso é a quantidade de bandeiras hasteadas que podemos ver por toda a cidade, em edifícios de estado, particulares, comércio, ou só porque sim, no meio do nada. Na mentalidade qatari, o país não só merece o melhor, como também o mais caro.

Vejamos umas das principais obras a acontecer: o metro de Doha. Com a conclusão prevista em duas fases, a primeira em 2019/2020 e a segunda em 2026. Só para a primeira fase, estão previstos gastos na ordem dos  8.2 biliões$. A cidade está a ser literalmente esburacada. Entrou para o Guinness, como sendo a construção com o maior número de escavadoras subterrâneas (tuneladoras) a operar ao mesmo tempo. Estão previstas 85 estações, que cobrirão praticamente toda a cidade.

doha

À parte deste projecto, o Qatar ainda está a construir uma linha de longo curso, para se ligar à vizinha Arábia Saudita e ao Bahrain, e uma linha urbana que ligará Lusail a Doha e a algumas estações de metro específicas. Tudo projectos que se pensam estar concluídos em 2030.

Portanto, o Qatar não só merece o melhor e o mais caro, como também pensa em grande. Quem agradece este pensamento megalómano e futurista, são os habitantes. Espera-se que o transito fique muito mais aliviado, e que a vida seja mais facilitada para todos.

Sealine Desert: praia, deserto, camelos e um resort.

Apesar de estarmos num país árabe, ir à praia é absolutamente normal. Quando comecei a pesquisar coisas sobre o Qatar, achei que por questões culturais, algumas coisas não fossem permitidas. Uma delas foi a questão das praias. Mulheres e homens em bikinis e calções, são coisas que não associamos à cultura árabe. Pois, enganei-me.

É certo que nem todas as praias são públicas e que, em algumas, não é permitido o uso de roupa de banho ocidental. Mas, sendo o Qatar uma península, banhado pelo mar do Golfo Pérsico, existem muitas praias onde é possível passar o dia fazendo isso mesmo: praia.

A maior parte delas fica fora de Doha, portanto é necessário transporte até lá. Alguns hotéis em Doha têm praia e, pagando uma determinada quantia, podemos utilizar a praia, como qualquer hospede. As que ficam fora da cidade são grátis, o que é bom, mas podem ser longe. E o longe no Qatar não significa poucos quilómetros, mas sim a quantidade de tempo que se perde até chegar!

A maioria das pessoas vai nos seus carros (convém que sejam jipes para algumas praias!) e estaciona mesmo à beira-mar, depois das dunas. Depois é só relaxar e aproveitar o dia: comer, beber, mergulhar, pescar, apanhar banhos de sol..

Não tive oportunidade de conhecer muitas praias, até ao momento. Na realidade, estive na de Katara (que não é pública), na de Al-Wakra (interdita a banhos por estar perto de um porto marítimo) e na Sealine Beach. Nesta última, estivemos o dia a fazer praia e adorámos.

Situada depois de Mesaieed, a cerca de uma hora de Doha, podemos escolher por estacionar o carro nas dunas e aproveitar a praia de graça ou, entrar no Sealine Beach Resort, pagar uma quantia e usufruir da praia vigiada, com uso de sombrinha, espreguiçadeira, toalhas, esplanada, piscinas, wc, bar e restaurante.. Como estávamos com os miúdos, não quisemos arriscar e escolhemos o resort, não só pela comodidade, mas também pelos serviços que teríamos à disposição, caso fosse necessário.

Não será uma praia que eu vá utilizar com frequência, até porque fica longe e caro, para quem quer fazer só praia e aproveitar as temperaturas maravilhosas daquelas águas turquesas. Creio que em Doha, nos hotéis, as praias tenham a mesma qualidade. Contudo, para servir de passeio, ver o deserto, os camelos e dar um mergulho no mar, a Sealine é excelente.

Processed with MOLDIV

 

Qatar.

O Qatar é um pequeno país árabe, situado numa península da Península Arábica. Faz fronteira a sul com a Arábia Saudita e o pequeno estreito no Golfo Pérsico separa-a do vizinho Bahrain.

285aa3d806dfda3f371bac96b179a249

O Qatar é um emirado absolutista, comandado pela família Al Thani. Foi um protectorado britânico desde o inicio do século XX, conseguindo a sua independência em 1971.

Este pequeno país está em crescente desenvolvimento económico, devido às reservas de gás natural e de petróleo. Mas, nem sempre foi assim. A principal fonte de receitas do país era a captura de pérolas, antes da descoberta do petróleo em 1940. Obviamente, esta descoberta transformou toda a economia do Qatar. Em 2012, o Qatar ganhou o título do país mais rico do mundo.

A língua oficial é o árabe, se bem que todos (ou quase todos) falam inglês, sendo esta a segunda língua do país e a utilizada em contextos profissionais e comerciais. O país segue a lei da Sharia e a cultura é amplamente influenciada no islamismo.

Estima-se que em 2016 a população total no Qatar seja perto dos 3 milhões de habitantes, a moeda local é o Riyal (QAR) e os habitantes locais são chamados de Qataris. Doha é a capital.

Emblem_of_Qatar.svg

Brasão do Qatar

 

Vamos lá então começar..

Dizem que o que não se escreve ou o que não se fotografa, acaba por se deixar ir no esquecimento. Isto serve para muitas coisas na vida. Quantas vezes pensámos que sabíamos tudo o que precisávamos trazer do supermercado e acabámos por voltar para casa sem o sal ou o papel higiénico? Se fossemos fãs das velhinhas listas de compras, tudo se tornava mais descomplicado, verdade?

Então.. Nada melhor que um bom auxiliar de memória para nos ajudar a recordar coisas que já não nos passam pela cabeça. Por isso, e para memória futura, resolvi pôr por escrito tudo aquilo que vou vendo, ouvindo, sentindo, desde que “embarquei” nesta viagem. Muitos saberão, outros nem por isso: o marido mudou-se para Doha (no Qatar), no fim de Outubro de 2015, abraçando uma excelente proposta de emprego. O resto da família, eu e os meus dois filhos, vamos-nos juntar a ele em Agosto de 2016.

Entretanto, já fiz duas visitas ao país (e espero fazer mais uma antes de ir definitivamente) e as experiências foram surpreendentemente muito boas, tendo em conta as grandes diferenças culturais entre o Qatar e Portugal. Talvez por isso sinta vontade de partilhar memórias. Então, e sem grandes demoras, vamos lá começar..